Parceiro do INTERCOM-NE, o Itaú Cultural trouxe a jornalista Eliane Brum resultando em uma das mais disputadas palestras da tarde com o tema: “O olhar e a escuta: Em busca do personagem singular”.
Exercendo o jornalismo há 23 anos, atualmente colunista da ÉPOCA online, Eliane mostrou que o jornalismo pode ser feito de maneira fora do comum, do óbvio, do que seria o correto. Segundo ela, uma boa pauta é aquela que dá errado, “Não se perde nada, se ganha algo novo”, o complicado, dificultoso traz uma visão diferente, buscar fontes que dificilmente seriam abordadas em uma investigação pode enriquecer grandes reportagens.
Quando abordou o olhar Eliane ressaltou “O que existe são olhos viciados, a escolha da pauta envolve risco e coragem (...) o que vem primeiro já foi feito, é o clichê que vem primeiro. Complique!”
Na escuta, ela aconselha ao repórter recolher-se em seu papel de escutador, deixar que a fonte conte a história da maneira que lhe for melhor, sem conduzir respostas prontas. Em alguns casos ao invés de montar uma pergunta, apenas diga “Me conta”. Eliane ressalta que no silêncio muito pode ser dito “Há um equivoco muito grande de achar que quando uma pessoa para de falar, ela para de dizer.” O perceber do silêncio é crucial para entender a realidade da fonte.
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| Eliane Brum e as suas melhores pautas, que deram errado. |
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Por Turma em Rede
Fotos: Turma em Rede
Fotos: Turma em Rede


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